CONCLUSÕES

O Colóquio centrou-se nos impactos de viver e visitar sítios UNESCO, com foco em Sintra, questionando se esse estatuto é um privilégio ou uma maldição, ou as duas coisas…

“O objectivo deste colóquio é contribuir para afirmar mais claramente os desafios que se colocam em Sintra e em tantos outros sitios UNESCO e, mais do que isso, traçar pistas do que poderá ser uma estratégia sustentável para uma convivência equlibrada entre residentes e turistas.

A grande pergunta está feita no título – Habitar Sitios UNESCO: privilégio ou maldição? Porque é isso que verdadeiramente importa, porque sem habitantes o que fica são lugares descaracterizados, meros receptores de um turismo desenfreado, mais interessado em tirar selfies frente aos monumentos e às queijadas do que em usufruir do espírito do lugar.

Aos que aqui ainda habitam, restam poucas horas no dia, de ar puro e de sossego.

De resto, a vida aqui tornou-se um inferno: a poluição atmosférica, sonora e visual, os constantes bloqueios do trânsito, os magotes de gente, a progressiva descaracterização dos bairros – abatem-se sobre os residentes diariamente. 

A maioria das casas estão transformadas em alojamentos turísticos, não é facil encontrar uma casa para alugar; são poucos os que ainda vivem nos bairros do centro histórico e, quem pode, sai daqui em busca de local mais tranquilo. 

Os turistas, mesmo os que venham para sentir a magia do sítio, vêem-se assediados por guias, tuktuks e afins, mergulhados no trânsito caótico, nas procissões de gente rumo à Regaleira, nas filas para entrar nos monumentos e pontos de interesse.

A magia transforma-se em desencanto, o privilégio de viver em Sintra, o privilégio de vir visitar Sintra, transforma-se em maldição.

Será inevitável? Não está já provado que o turismo sustentável é aquele que proporciona aos habitantes melhores condições de vida?” (…)


“Nunca considerei  a QSintra como um adversário. Sempre a considerei um aliado, porque estava consciente da boa fé do trabalho conjunto para resolver problemas muito complexos que se colocam a Sintra em vários domínios. (…)

Turismo de massas. A primeira coisa, é saber bem o que é o turismo de massas. É o turismo desordenado? Se for o turismo desordenado, eu entendo que seja considerado. Não será bem de massas mas é turismo desordenado. Agora, é muito difícil ordenar. Reconheço que aí a Câmara pode ter falhas em muitos sítios. O nosso trabalho está cheio de omissões e de falhas, obviamente é trabalho humano. (…)  Nós estamos ao pé de Lisboa. Lisboa tem cada vez mais hotéis. Não há nenhum hotel em que os seus clientes não venham a Sintra. Cada vez há mais barcos. Não há nenhum barco em que os turistas não venham a Sintra. Nós já limitámos a visita aos monumentos, à Pena e à Regaleira a metade. O que dá uma quebra de receita enorme. É um contributo financeiro muito grande para essa disciplina.

A verdade é que há muita gente que vem a Sintra e não vai aos monumentos. Passeia nas ruas que são estreitas, que não foram feitas para isto; eu quando vivia aqui não havia turistas a não ser em Agosto e quando comecei o meu mandato há 12 anos não era nada disto. Portanto nós estamos perante uma invasão que não é só em Sintra, a que temos que responder com as ruas que temos, com a morfologia que a serra tem. (…) É claro que tem que se proibir o trânsito em toda a zona histórica, mas só podemos fazer isso com o parque de estacionamento [do Ramalhão], se não, não podemos, não podemos impedir as pessoas de virem a Sintra.” (…)


Intervenção inicial e moderação: Xose Allegue, arquitecto chefe no Consórcio de Santiago de Compostela – Turistas versus Cidadãos

Participantes:

  • Jorge Gonçalves, geógrafo, professor do IST-UL, Centro para a Inovação em Território, Urbanismo e Arquitectura
  • Luís Mendes, geógrafo, CEG/IGOT-UL
  • Luísa Schmidt, investigadora do Instituto de Ciências Sociais
  • Pedro Mendes Leal, CEO do Grupo Valverde
  • Soraya Genin, professora do ISCTE, Dep de Arquitectura e Urbanismo

O foco foi o conflito entre turismo massificado e qualidade de vida dos residentes.

A ideia-chave é que uma cidade boa para viver é também uma cidade boa para visitar. Preservar a essência cultural, social e humana dos sítios UNESCO é essencial para garantir um turismo de qualidade, sustentável e duradouro.

A pressão turística tem provocado perda de população residente, dificuldade de acesso à habitação, descaracterização dos bairros históricos, saturação de infraestruturas, ruído, trânsito e transformação das casas em alojamento turístico. Sem habitantes, os lugares perdem identidade e tornam-se cenários turísticos vazios.

Os intervenientes defenderam que o turismo só é sustentável se melhorar as condições de vida das comunidades locais e preservar o património vivo. Foram apresentados exemplos de outras cidades históricas, como Santiago de Compostela, Barcelona e Veneza, onde o excesso de turismo gerou gentrificação, monocultura económica, aumento de custos públicos e perda da diversidade social e económica.

Destacou-se o facto dos impactos económicos do Turismo, beneficiarem uns poucos, enquanto os custos recaem sobre a maioria da população.

Defendeu-se a necessidade de regulação pública, equilíbrio entre residentes e visitantes, diversificação económica, limitação do alojamento turístico, reforço da habitação pública, promoção do comércio local e melhoria da mobilidade sustentável.

A expansão desregulada do turismo acaba por destruir os próprios recursos que o sustentam, num paralelismo com o capitalismo selvagem que semeia a sua própria destruição.

O pilar de sustentabilidade social é tão importante como o ambiental e económico, facto reconhecido até por organismos como a Organização Mundial do Turismo.

A má governação e fragmentação da gestão do património é apontada como o principal fatcor de risco nos relatórios da UNESCO.

Principais impactos negativos apontados:

  • Despovoamento e gentrificação, com forte correlação entre aumento do turismo, subida dos preços da habitação e perda de população residente.
  • Crise do acesso à habitação, com desvio massivo de casas do uso residencial para o turístico.
  • Desestruturação do comércio local, substituído por comércio orientado exclusivamente para turistas.
  • Perda de sociabilidade, identidade e “espírito do lugar”, essenciais para destinos de interesse patrimonial.
  • Pressão excessiva sobre infraestruturas e espaço público, muitas vezes sem retorno proporcional para as comunidades.
  • Turismo de excursão (“pica e sai”) gera custos elevados e poucos benefícios económicos a nível local.

Defendeu-se:

  • Planeamento integrado e participativo.
  • Estudos de impacto patrimonial e cultural antes e após classificações UNESCO.
  • Regulação do turismo e do alojamento local com base em dados e capacidade de carga.
  • Taxas turísticas revertidas para as comunidades.
  • Diversidade funcional e social (habitação pública, comércio local, serviços).
  • Melhor gestão de acessos, mobilidade e fluxos turísticos.
  • Participação ativa das populações locais nas decisões.

Em conclusão: o turismo não é “bom ou mau” em si próprio, mas torna-se destrutivo quando não é regulado. Para ser sustentável, deve servir as comunidades locais, preservar o património e integrar-se numa política pública democrática, evitando transformar cidades vivas em meros cenários turísticos.


Intervenção inicial: Alicia Castillo Mena, professora da Universidad Complutense de Madrid, investigadora de gestão do património cultural – O papel das Comunidades Locais nos lugares Património Mundial através das medidas preconizadas pela UNESCO com esta finalidade

Moderadora: Isabel Stillwell, escritora e jornalista

Participantes:

  • Celestino Froes David e Marciel Rodrigues – Pro-Évora
  • Claudio Milano, professor da Universidade de Barcelona, Dep de Antropologia Social
  • João Soalheiro, presidente do Património Cultural, IP
  • Orlando Sousa, presidente do ICOMOS Portugal
  • Ricardo Rodrigues, responsável técnico do Centro Histórico de Guimarães
  • Xose Allegue, arquitecto chefe no Consórcio de Santiago de Compostela

O debate incidiu sobre património cultural, turismo e participação da sociedade civil, com foco especial em Sintra (Património Mundial da UNESCO) e exemplos de outras cidades como Évora, Guimarães e Barcelona.

A ideia central foi, mais uma vez, que aos centros históricos é essencial vida própria e comunidade. A proteção patrimonial não deve ser apenas normativa ou técnica, mas social, cívica e baseada nos direitos das pessoas que vivem nos territórios.

A UNESCO, através das suas convenções e diretrizes, reconhece cada vez mais o papel das comunidades, da boa governança, da transparência e da sustentabilidade na preservação dos sítios históricos.

Defendeu-se que o turismo não deve ser apenas “gerido”, mas governado politicamente, com envolvimento activo dos residentes, evitando a monocultura turística e promovendo diversidade económica.

Foram apresentados exemplos práticos de acção da sociedade civil, sobretudo o caso do Grupo Pró-Évora, que conseguiu influenciar decisões públicas através de pressão informada, debates públicos, divulgação mediática e diálogo institucional, sempre colocando a habitabilidade da cidade como prioridade.

Representantes institucionais reconheceram falhas na administração pública, nomeadamente a falta de planos de gestão, uma actuação frequentemente reativa e insuficiente transparência, mas manifestaram abertura ao diálogo e à cooperação com associações e cidadãos.

Síntese das ideias-chave:

  • Comunidades no centro: O património cultural não pode ser preservado sem o envolvimento da cidadania. A governação deve ser participativa, transparente e inclusiva.
  • Trabalhar com a sociedade civil é um processo longo e exigente, mas indispensável. O património não é apenas monumentos — são as pessoas, as vivências e o equilíbrio entre herança, progresso e qualidade de vida.
  • Turismo como desafio político: O turismo de massas gera conflitos (habitação, mobilidade, qualidade de vida). Não basta “gerir” fluxos; é preciso governar o turismo com responsabilidade social.
  • Planos de gestão: Muitos sítios classificados pela UNESCO não têm planos de gestão eficazes ou públicos. Defende-se que esses planos sejam participados, monitorizados e avaliados continuamente.
  • Exemplos práticos:
    • Barcelona: regulação do alojamento turístico teve efeitos positivos, mas também criou novos problemas (deslocalização).
    • Évora: forte tradição associativa, com ações de pressão pública, debates, envolvimento da população e defesa persistente do património.
    • Guimarães: sucesso baseado na continuidade de equipas técnicas, trabalho diário com os moradores e foco na habitabilidade antes do turismo.
  • Turismo cultural sustentável: Deve proteger o património, respeitar os direitos das comunidades e alinhar-se com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
  • Boa governança: Transparência, responsabilidade, planeamento a longo prazo e cooperação entre Estado, autarquias, associações e cidadãos são essenciais.

Concluiu-se que a defesa do património é um processo longo, que exige mudança de mentalidades, participação contínua, corresponsabilização do Estado e dos cidadãos, e um equilíbrio entre conservação, progresso e qualidade de vida.


Excertos da apresentação de Maria José Stock, presidente da mesa da Assembleia Geral da QSintra – «O estado do sítio”

 (…) “Vamos ao Estado do Sítio. Ao ponto a que chegámos, eu diria o Estado de Sítio, socorrendo-me do título de um dos filmes de Costa-Gravas.

Começo pelo tema  da mobilidade no Centro Histórico e na envolvente. Ou seja,  da imobilidade, pois é disso que se trata. É evidente o progressivo deterioro das áreas residenciais e históricas, cujos acessos são diariamente invadidos pelo excesso de tráfego contínuo, de todos o tipo de veículos, de pesados, de camionetas de turistas, de tuk-tuks, de jeeps, onde a poluição do ar e o ruído estão acima do suportável, onde mal se caminha a pé nos exíguos passeios mal tratados.

A degradação da floresta, da nossa Serra, exige uma intervenção drástica e imediata, que garanta a sua recuperação, preservação e revalorização. As ameaças à Paisagem Cultural de Sintra e à sua Zona Especial de Protecção, não ficam por aqui. O impacto provocado pela promoção imobiliária descontrolada , pela especulação urbana, pela má gestão dos espaços revelada pelo uso de pesticidas nas ruas mal cuidadas, pelo lixo acumulado nos ecopontos e nos caixotes do lixo, pelo deterioro da qualidade do ar, da água e dos solos,  por uma gestão deficiente das políticas de habitação, a par de edifícios de interesse público abandonados, com elementos dissonantes nas chamadas obras de reabilitação, tudo isto configura uma descaracterização progressiva de Sintra . O que só tem agravado a perda de autenticidade deste Sítio Único.

O débil equilíbrio entre a natureza, os cidadãos, o património edificado e o ser humano está pois em perigo. Este equilíbrio foi perturbado, mas ainda iremos a tempo de o restabelecer. Não podemos é continuar a assistir impunemente à sua progressiva destruição.

 “Temos o direito e o dever intervir”, pode ler-se desde logo no quinto parágrafo do Manifesto da QSintra. Intervir em quê ? na gestão dum território que a própria CMS tem vindo a defender como “ um lugar que é nosso”.

 Ora para que tal “lugar que é nosso” não passe apenas de um lugar comum na retórica político partidária,  de um mero chavão propagandístico e se torne uma realidade concreta com uma repercursão efectiva no tecido social, patrimonial , arquitectónico e ambiental, requer a indispensabilidade de medidas que promovam uma harmonia consistente entre a paisagem natural e a intervenção humana.  A coesão territorial , a revitalização da comunidade e da qualidade de vida dos habitantes, em suma,  a sustentabilidade, são determinantes para que tal se verifique.

É urgente a formulação de uma nova estratégia, de políticas públicas actuantes que minorem ou resolvam de imediato  os problemas que nos assolam e que obviem, atempadamente,  ao agravamento da situação que se tornou uma ameaça para quem aqui reside , trabalha ou nos visita num registo diferente do canibalismo turístico a que estamos agora sujeitos. (…) Sempre houve turismo e nós não somos contra ele. (…) Queremos turismo sim, mas de qualidade, não em quantidade. (…)

Ser um Sítio UNESCO implica a preservação do património, da cultura local, das condições de habitabilidade de quem aí vive,  trabalha e nos visita num registo diferente e não predatório. 

Sintra está a ficar asfixiada pelo seu passado e este não pode ser a sua única fonte de receita. Sintra não é um parque de diversões. Um local que a isto se rende vende a sua alma.

A autarquia terá que controlar o espaço público, mesmo quando o Estado se parece negar a usar os meios para intervir .

Crescer sem limites e apostando exclusivamente no turismo de massas leva à insustentabilidade do sistema  e, se assim continuarmos,  é o desastre garantido.

Sintra tem que se reinventar. (…)»

Debate:

Participantes:

Dos candidatos à autarquia então já designados participaram Ana Mendes Godinho, Partido Socialista e Pedro Ventura, CDU.

Participaram ainda os seguintes representantes partidários: André Beja, do Bloco de Esquerda, Eunice Baeta, Iniciativa Liberal, Luís Rodrigues, Chega e Marta Cortegano do Livre.

Os principais pontos em debate foram:

  • Turismo e retorno para o território: O turismo deve gerar riqueza que reverta diretamente para os residentes, através de investimento em património, jardins históricos, habitação acessível, serviços públicos e qualidade de vida. Defendeu-se a regulação do turismo e a redistribuição das receitas. O problema não é o turismo em si, mas a sua desregulação e a concentração espacial, incompatível com a geografia específica de Sintra.
  • Habitação: Criticado o falhanço das políticas de renda acessível. Foram propostos: incentivos ao arrendamento acessível para jovens e para reabilitação de imóveis degradados; limitação do alojamento local; e responsabilização de proprietários.
  • Governação e participação: Rejeição da mera “auscultação”. Defendeu-se a cogestão, a coprodução de políticas públicas, transparência, envolvimento real das comunidades e decisões baseadas em dados.
  • Mobilidade: Identificada como problema grave e o mais urgente: congestionamento extremo, falha dos transportes públicos, residentes “presos em casa”, impacto negativo também para os turistas. Foram apontadas falhas na gestão dos acessos à Pena, no estacionamento periférico, nos circuitos pedonais e suaves e na articulação territorial, apesar destes problemas já estarem identificados há vários anos. Propostas incluiram parques periféricos, restrição quase total de carros no centro histórico, fiscalização eficaz, transporte público frequente e sustentável, articulação intermunicipal (Lisboa–Sintra–Cascais), pré-reserva obrigatória para monumentos e gestão ativa de fluxos turísticos.
  • Património e ambiente: Em destaque a falta de inventário de edifícios degradados, a ausência de manutenção preventiva, a pressão sobre a serra, a floresta e o litoral. Defenderam-se quotas de visita, proteção da paisagem, reflorestação com espécies autóctones, combate à poluição e controlo de atividades turísticas agressivas. A QSintra defendeu a criação de uma estrutura de gestão especializada, dedicada à Paisagem Cultural de Sintra que mereceu acordo da maioria dos políticos presentes.
  • Perda de qualidade de vida: Na assistência, vários moradores denunciaram a degradação das condições de vida, a falta de qualidade do comércio de proximidade, o abandono de serviços básicos, o envelhecimento da população e a falta de respostas institucionais. Questionou-se a eficácia da administração pública e a fragmentação de responsabilidades entre entidades.

Síntese das principais medidas propostas:

  • Gestão integrada e especializada da Paisagem Cultural de Sintra, com meios técnicos, humanos e financeiros próprios.
  • Governação participativa, envolvendo residentes, associações, academia, autarquia e entidades gestoras do património.
  • Planos de gestão monitorizados, com dados, avaliação de impactos e capacidade de carga turística.
  • Programas de participação comunitária desburocratizados, com orçamento por bairro e financiamento por resultados.
  • Medidas imediatas e pragmáticas, em paralelo com soluções estruturais.
  • Criação de fundos dedicados, alimentados pela taxa turística, para habitação, reabilitação do património e melhoria da mobilidade.
  • Reforço da habitabilidade e do comércio local.
  • Diversificação económica e importância do sector agrícola como pilar estratégico do território, apoio à pequena agricultura e à produção biológica, promoção de produtos locais (como a maçã e o vinho de Colares), a agroindústria, compras públicas locais para cantinas, educação alimentar nas escolas e ligação entre produção local, turismo sustentável e descarbonização. Defendeu-se que a diversificação económica não pode sacrificar solos agrícolas nem a soberania alimentar.
  • Articulação entre património, ambiente, habitação, mobilidade e ação climática, em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

O debate evidenciou diferentes posições partidárias quanto à reorganização administrativa do território, mas convergiu na ideia de que Sintra só será sustentável se for, antes de mais, um lugar para viver — e não apenas um destino turístico.


Os diagnósticos sobre Sintra estão feitos. O que falta não é conhecimento, mas decisão política, coordenação, pragmatismo e envolvimento real das comunidades para preservar Sintra, enquanto património vivo, habitável e culturalmente autêntico.

O Colóquio encerrou com uma intervenção da escritora Raquel Ochoa.

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