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DE MOVIMENTO CÍVICO A ASSOCIAÇÃO:

JUNTE-SE A NÓS!

Em defesa de um sítio único, vamos:

– Intervir civicamente de forma organizada e participada;

– Recuperar o património vivo de Sintra e dos seus habitantes;

– Prevenir e corrigir os atentados contra a integridade arquitectónica,  ambiental e social;

– Exigir uma administração pública específica para a Paisagem Cultural de Sintra e zonas de influência.

São estas as ideias que defendemos e discutimos publicamente. É o nosso direito e dever participar no diálogo sobre o presente que temos e o futuro que queremos para Sintra.

Somos independentes de quaisquer autoridades locais, regionais ou nacionais, não temos ligações a partidos políticos ou outras entidades públicas ou organizações empresariais ou religiosas. 

Junte-se ao QSintra e seja uma voz activa na defesa do património que é de todos.

Leia AQUI sobre o que nos fez tomar posição, a visão de futuro, o património em risco e a aposta no debate público.

Inscreva-se AQUI.

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Imagens da obra da Gandarinha

Do corte de árvores à destruição dos nichos e muros antigos, passando pela escavações e remoção de penedos de granito da serra, para se chegar à impermeabilização quase total do terreno  para hotel e silo automóvel, sem estudos hidro-geológicos nem arqueológicos atempados, a obra da Gandarinha é um atentado às mais elementares regras de defesa do património. Será isto que os turistas querem vir ver a Sintra? Veja imagens recolhidas ao longo da obra : Continue reading “Imagens da obra da Gandarinha”

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Colares, Litoral e Banzão exigem proteção! Desenvolvimento sustentável SIM! Destruição NÃO!

MARCHA . 24 de Agosto . 12h00

◦ Acha que ‘desenvolvimento sustentável’ equivale a permitir construções de grande volumetria e em locais ‘protegidos’, cortar árvores de forma indiscriminada, degradar o ambiente natural, a paisagem e o património cultural?

◦ Quer ver Colares, o Banzão e o Litoral cada vez mais sujeitos à especulação imobiliária e a interesses obscuros que ameaçam a integridade paisagística e a vida da comunidade?

◦ Quer deixar que toda esta área – que faz parte do Parque Natural Sintra-Cascais e da Zona Especial de Proteção da Paisagem Cultural de Sintra, Património Mundial – sofra o que aconteceu a regiões que outrora tiveram grande capital cultural e ambiental e que hoje estão completamente descaracterizadas com perdas económicas irreparáveis?

◦ Fica indiferente a que vastas áreas do pinhal do Banzão estejam a ser dizimadas, sem que as autoridades fiscalizem nem actuem?

◦ Está de acordo que em vez da construção se submeter à área de pinhal, este seja sacriifcado em benefício de um contínuo edificável do Banzão até à Praia das Maçãs?

◦ Considera aceitáveis as dimensões ofensivas do empreendimento que está a ser erguido na Praia das Maçãs e outros espaços que o betão está a conquistar?

◦ Concorda com planos e projectos para construir em cima das arribas e ‘domesticar’ os espaços da natureza que ainda subsistem?

◦ Fica indiferente ao facto do grande supermercado em construção, no lugar de uma casa de veraneio emblemática, constituir, além de um atentado à paisagem, um factor de agravamento do trânsito, de poluição e ruído e vir a ter vários impactos negativos nas condições de vida de moradores, comerciantes e produtores locais?

◦ Acha aceitável que, tal como aconteceu noutras zonas, este supermercado seja um precedente e que depois dele se venham a instalar mais estabelecimentos comerciais e serviços na Av. do Atlântico, desfigurando irremediavelmente esta zona residencial?

Se respondeu não a estas perguntas e quer ver preservadas as características urbanísticas, habitacionais, paisagísticas e ambientais deste lugar único,
junte-se a nós na marcha!

Pela proteção de Colares, Banzão e Litoral
24 de Agosto, às 12h00, concentração no parque de estacionamento na Rua da Abreja, Colares.

GPS 38°47’55.7″N 9°26’45.0″W

Exigimos à CMS, ICNF, PSML, CCDR LVT e APA estratégias sustentáveis, transparência e fiscalização.

Carta ao Presidente da Câmara Municipal de Sintra

11/08/2023

Exmo. Senhor,

Presidente da Câmara Municipal de Sintra,

Dr. Basílio Horta,

Em 2016, a Câmara que V.Exa. dirige apresentou publicamente um plano de mobilidade que foi duramente criticado por residentes e comerciantes. O plano não avançou. Em 2018, teve lugar nova apresentação pública a que se seguiu a proibição de circulação a não residentes nalgumas vias, a alteração de sentidos noutras tantas e a instalação de um parque de estacionamento na Cavaleira. A proibição a não residentes não foi acompanhada de sinalização e policiamento suficientes, as mudanças de sentidos de circulação não evitaram os engarrafamentos e o parque da Cavaleira não teve sucesso. 
No passado mês de Julho, sem qualquer comunicação prévia aos residentes, incluindo os que vivem na área agora vedada, entrou em funcionamento o controlo electrónico do trânsito na Vila Velha. Mas, como alertávamos há cinco anos, limitar a intervenção ao centro da Vila Velha desvia o problema para as artérias circundantes.

Os poucos que ainda residem na Vila, os que lá trabalham e, sobretudo, as multidões de turistas que por ali passeiam, sentirão certamente um ambiente menos poluído dentro da zona interdita, mas todos sofrem a poluição e os congestionamentos que enfrentam para lá chegar – que longe de melhorar, parecem acentuar-se ainda mais. 

Em toda a área circundante os engarrafamentos são diários, a poluição e o caos são constantes. 

Ou seja, ao longo dos últimos sete anos, a Câmara não foi capaz de traçar e pôr em prática uma estratégia eficaz de gestão da mobilidade no Centro Histórico de Sintra – que compreende não só a Vila como os bairros de São Pedro e Estefânia e a Serra. 

Os efeitos sobre os residentes e sobre os visitantes são cada vez mais gritantes.

As medidas que a QSintra preconiza desde 2018 e que tivemos ocasião de apresentar ao então vice-presidente da Câmara, permanecem necessárias ou são ainda mais prementes.

A realidade é que, ao fim de tantos anos, muito pouco mudou:

– Não há parques de estacionamento periféricos (anunciados várias vezes), nem mecanismos dissuasores da entrada de veículos em Sintra.  

– Nada mudou quanto ao estacionamento indisciplinado nos bairros do Centro Histórico e nas estradas da Serra.  

– A falta de policiamento permite veículos estacionados em frente a portas e portões, em contramão, em bermas marcadas com risca amarela, nos poucos passeios existentes e em bermas com mato e folhas secas com grande risco de incêndio.

– Continua-se a permitir o enxame de actividades ditas de animação turística, predadoras do ambiente e lesivas do valor deste sítio classificado como Património Mundial. 

– Nas vias vedadas a “veículos afectos à actividade de animação turística não pesados”, a proibição é constantemente desrespeitada e o policiamento insuficiente.

 Tuk-tuks e demais veículos de transporte de turistas param em qualquer lado para tomar passageiros, publicitar os seus serviços, mostrar uma vista. 

A serra continua a ser atravessada por “safaris” em caravanas de veículos altamente poluentes.

– Não se vê uma melhoria na rede de transportes públicos e continua por proibir a circulação de veículos que excedam o limite apropriado em determinadas estradas.

– Não se melhorou a sinalização desde as entradas em Sintra. Ainda esta semana, com a circulação na serra fechada devido ao risco de incêndio, só junto à Gandarinha o trânsito era barrado, sem existir antes qualquer informação em local visível que permitisse aos condutores optarem por alternativas, gerando o pandemónio que se viu.

– Não foram instaladas lombas para controlar velocidade onde tal se afigura necessário (por exemplo, na estrada de Monserrate, na Rua Conde de Sucena e nas zonas residenciais atravessadas pelo trânsito, em especial as zonas sem passeios para peões).  

– Não se incentivou a utilização de percursos pedonais, nem se cuidou de recuperar passeios e bermas das estradas (por exemplo, estrada de Monserrate) para viabilizar o seu uso pelos peões. 

Os pilaretes que foram espalhados por todo o lado dificultam ainda mais o uso pedonal (ou se circula na via com os automóveis ou na valeta com o lixo,  buracos e piso torto, e a passagem com um carrinho de bebé é frequentemente impossível); e esteticamente são deploráveis.

Face a esta realidade, que afecta diariamente  os que aqui residem e os turistas, com prejuízos graves para a qualidade de vida e para a imagem de Sintra, além do elevado risco em situações de emergência, estranha-se o teor das afirmações proferidas pela chefe da divisão de trânsito da Câmara no programa «Portugal em Directo» transmitido na RTP1 no passado dia 14 de Julho, em que essa representante camarária traça um cenário idílico, parecendo ignorar que a fila de trânsito chega frequentemente ao Ramalhão. 

As suas declarações são, aliás, contrariadas na dita reportagem por comerciantes e moradores que denunciam as diversas situações do seu quotidiano que não foram devidamente salvaguardadas, como, por exemplo, mecanismos que facilitem o acesso de assistências técnicas e de serviços de entregas domiciliárias ou de assistência familiar (ao que soubemos junto de alguns moradores, estas situações estarão a ser entretanto parcialmente consideradas mas até agora não foram divulgadas novas regras aplicáveis, e é de assinalar que as poucas dezenas de pessoas que ainda residem na Vila Velha são maioritariamente idosos).

É também preocupante, ao fim de tantos anos de promessas, ficar a saber  que “(…) a autarquia está a equacionar a construção de estacionamentos alternativos e periféricos com um sistema de transporte integrado(…)”.

Por tudo isto, apelamos a V.Ex. que faça uso dos dinheiros públicos que a autarquia arrecada para resolver de vez esta situação. 

Oiça os residentes, os comerciantes e os visitantes. Lance um concurso público internacional para selecionar uma equipa de peritos que desenhe uma estratégia eficiente de mobilidade; ou limite-se a seguir as recomendações da UNESCO quanto à mobilidade em áreas classificadas; ou estude o que foi feito em sítios que também sofreram os efeitos da saturação turística e os souberam conter,… E faça a devida alocação dos recursos necessários à concretização da mudança que se impõe na forma de gerir este território.

Sintra um lugar que é nosso, é um bom slogan mas infelizmente está longe da realidade de todos os dias. É urgente actuar. 

Gratos pela atenção,

Q Sintra – Em Defesa de um Sítio Único

Abaixo Assinado “Sintra Assim Não!”

A obra da Gandarinha é uma ofensa irreparável, um exemplo preocupante!

Mais de 350 cidadãos subscreveram já um abaixo-assinado contra a obra em curso do Hotel da Gandarinha e silo automóvel, um atentado à Paisagem Cultural de Sintra, em pleno Centro de Histórico. 

É uma intervenção inadmissível, que além do seu enorme impacto paisagístico, representa um sintoma preocupante quanto ao sistema de gestão do património de Sintra que a viabilizou e continua a viabilizar.

Vimos pedir a vossa ajuda para travar esta obra e exigir o respeito pelo património que Sintra merece. Subscreva esta condenação mandando um mail com o seu nome e número de BI para qsintra@mail.com

Descarregue aqui a o texto para o abaixo assinado “Obra da Gandarinha – Sintra assim não!”  e junte-se à lista dos primeiros subscritores  .

QSintra

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